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Não Elena Landau, privatização não faz parte do livre-mercado

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Desde quando vender riqueza para ricos privilegiados gera autonomia às pessoas comuns? Em uma recente entrevista ao site Boletim da Liberdade , Elena Landau, presidente do grupo Livres e economista atuante dos planos de privatizações do governo FHC, fez uma congruência entre privatização e livre-mercado. Nada mais errôneo. Sinceramente eu duvido muito que Adam Smith, forte defensor dos trabalhadores e do comércio inclusivo, defenderia venda de ativos estatais para senhores feudais ou industriários. Ou então que Stuart Mill, defensor de uma sociedade de cooperativas administradas pelos trabalhadores, aprovasse a ve nda de ativos estatais para mega-empresários. E vale mencionar uma ala radical do liberalismo, os Socialistas Ricardianos, que levavam as teorias de Ricardo às últimas consequências, sobretudo com um dos fundadores da revista The Economist , Thomas Hodgskin, que com certeza que não defenderia privatizações. Pra ir mais além, os Anarquistas de Boston, como Benjamin T...

O livre mercado sob a perspectiva anarquista

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Na doutrina liberal, a economia de livre mercado é normalmente definida como um modelo de mercado com mínima intervenção do governo. Claro que o “mínimo” aqui varia, pois nível de intervenção para, por exemplo, o liberalismo do século XIX não é exatamente o mesmo para as correntes posteriores. E com o surgimento de novas escolas liberais essa questão ganhou mais outros significados. Vejamos o ultraliberalismo, corrente esta que defende a completa privatização das funções do estado. Segundo o pensamento ultraliberal, um livre mercado genuíno é um arranjo econômico baseado inteiramente na economia de mercado, isto é, todas as transações executadas por intermédio do laissez-faire, sem qualquer intervenção estatal. Desse modo, diz-se que nenhum tipo de intervenção na economia pode ser considerada como parte de um livre mercado de fato. Mas vamos analisar essas questões de um outro ponto de vista. Dentre as diversas teorias econômicas anti-capitalistas, sobretudo daquelas pró...

Kevin Carson, mutualista ricardiano

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Dando uma olhada em um fórum anarquista , em uma das threads em que se discutia as teorias de Kevin Carson eu vi um comentário muito pertinente que me fez pensar bastante sobre. Um dos comentaristas afirmava que “ Carson está mais para um socialista ricardiano do que para um mutualista proudhoniano ”. Faz sentido! Embora não 100%  acurada , essa frase expressa boa parte das teorias econômicas e políticas carsonistas. Levando em consideração que Carson segue a tradição anarquista individualista americana, isto é, onde seus propagadores se apoiam em bases mutualistas (abolição da propriedade privada, sociedades horizontais, solidarismo, etc), porém almejando uma sociedade bem diferente das comunidades federalizadas e cooperativadas do mutualismo clássico de Pierre Proudhon, de certo modo soa estranho colocar os individualistas americanos e mutualistas clássicos como algo quase que único. Embora Proudhon fosse pró-mercado, ele nunca defendeu algo como "socialismo ...